domingo, 16 de abril de 2017

No meu doar desse agora:

Conforta-me saber que mesmo sendo o que fomos morando e crescendo em novas vivências, tendo em nós  nossos pontos fracos e angustias, temos a liberdade pra escolhermos estar onde estamos.
E querer estar enquanto fizer sentido estar...
Amanda Marques 16/04/17

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cansada de nos ver calar.

Silencie em você a cobrança dada por essa psicologia barata citada como inteligentemente, curadora, que é usual demais, que coloca inconsciente as pessoas em gavetas, ditando  que as conhecem e sabem o por quê de suas ações, quando no fim somos abrangências e fatores influenciáveis, ação e reação dadas devido ao tempo em que se está. Humanos buscando seu espaço em meio ao caos, guiados pelas nossas próprias pernas em fim, encontrando-se em si mesmo.
Sair de padrões é sofrer.
Ao meu ver, abrace sua condição de pensar mais sensível, humano, expansivo. Pelo seu filtro e estudos de ideias, pelo seu olhar de crítica libertador, argumentativo (que tanto já me fez olhar com outros olhos).
Se apoie em você irmã, nessa dificuldade em ser mais uma única, e ganhe seus espaços.
Sejamos assim revolucionários dentro de nós mesmos, plantando sementes ao redor.
Afinal de que vale ideias sempre ditas, sustentadas a partir do que é citado como "certo" e "curador"?
Sobre o que enxergo vindo de você, essas ideias não valem de nada...
Amanda Marques 05/04/17


quinta-feira, 30 de março de 2017

Dando-te voz

"Querida amiga;
Eu não existi pra fazer retrospectivas
Não existi pra sentir a volta do que um diz fora,
pra ter vinganças, brigas ou sorrisos.
Eu não existi para ver o tempo da calma, acalmar.
Pra ver saudades e lembranças, só pra sê-las.
Não existi pra ser melhor do que vinha sendo,
pra mostrar ao mundo meu talento.
Não existi pra ver meus filhos nascerem,
nem para vê-los dar os primeiros passos ou irem para escola.
Eu não existi para passearmos ao longe,
frequentarmos shows, mares e ventos.
Não existi para poder abraça-la e dizer obrigado,
para percebê-la, e ama-la.
Eu não existi pra ver o quanto faço falta.
E nem ao menos para ver o quanto vive quando não mais aqui estou,
lutando com a saudade, resignificando-me.
Nem pra ver o quanto o tempo opera no corpo,
nem pra ler livros, nem pra sentir a brisa leve.
Eu só existi, onde existi. Em um outro passado.
E sinto-me assim renascendo a cada dia,
dando-te forças e esperanças.
E a beleza de hoje morar além daqui e ainda assim, aqui estar.
Na prova de que a distância não é mais que um cálculo.
Justamente hoje o que sentes por mim, é o que dá a minha nova existência.
E isso é mais puro do que dentro de ti vinha sendo enquanto somente existia..."

Amanda Marques 22/03/17 (Ao Adler e a saudade)