sexta-feira, 29 de abril de 2016

Por que sempre nos voltamos ao 'amor'?

Relacionamentos e suas complexidades.
Baseado em meu olhar sobre.

 É um fato mais do que existente. Está presente em filmes, séries, novelas, livros, músicas, poemas, textos, até em algumas relações que começamos a estabelecer na nossa vida. Sendo que em muitas vezes o fim de filmes e afins se fazem ao casar, pronto casou acabou aquele ciclo, tudo são flores. Erro.Comece a dar Oi os próximos extremos que virão.
Sinto o amor sendo mais um fator que é superestimado, assim como tudo que o envolve.



As pessoas choram ao saber que vão se casar, pois esse era seu sonho (?), lamentam forte o sábado a noite sozinhas comendo brigadeiro e assistindo Missão Madrinha de Casamento, ou qualquer outra coisa na Netflix, sendo que o pior não é estar sozinho e sim lidar com o seu Eu. É ai que complica.
Sem querer desfazer as verdades alheias, mas estar sozinho é bom. Pois se faz como aceitação ao que já se é,não é como se o outro não existisse, ele existe e muitas vezes precisamos dele, mas somos sozinhos, sentimos sozinhos, ponto final.
Ao me questionar o que esse 'outro' iria me trazer de bom, eu percebi que foram respostas das quais eu traria pra mim. Já que vejo a felicidade como ponto de partida interno e não externo.
Percebi também ao meu primeiro namorado.
Eu sempre fui voltada a amor, gostar, ao outro, pois eu achava que se alguém me enxergasse e acolhesse seria mais feliz e completa. Erro #2.
Quando estávamos no começo do fim, quando nada mais era novo, o vazio existencial que sentia e não me permitia ver se fez de buraco a arrombo. Mas afirmo, que foi justo essa última (atual?) paixonite que me fez cair por si e enxergar com clareza que o outro não supre o meu vazio em existir. Nada supre, aceite isso e busque sua paz. Estou em processo.
O sentimento\sentir, apesar de ser voltado ao outro e para ele é somente seu, parece obvio mas só eu sinto as coisas que sinto.
E mais uma vez digo que estou sozinha com o meu sentir e estamos,é inevitável achar que não.
Quando eu digo sozinho, pode parecer pesado no sentido de ser isolado ao mundo, não é. É perceber que tudo que existe voltado a sua existência parte de você.
Sem se vangloriar como foco e digno as felicidades e coisas boas, mas você comanda as rédias, a maioria das situações, você é seu ponto de felicidade e tristezas, não são necessariamente causas externas e nem o outro, é você, é o dono de si e e suas verdades, só você que vive a sua vida. Obvio.
Partindo disso ir de encontro a si mesmo sem se vangloriar como centro do mundo deveria ser o foco.
Como já abordei.
O outro é necessário, dá a maravilhosa sensação de amparo e firmeza nesse desamparo em ser.
Mas ninguém nos curará, a não que saibamos ver a 'doença'.
E se um dia a 'cura' vier pela presença alheia ou pelos sentimentos voltados ao que se traz, preocupe-se. Ao menos se partir de você, mesmo por fatores externos.
Abordo mais uma vez que no meu existir o foco a vida deveria ir ao se encontrar, se conhecer e ver até onde sua mão alcança, claro que são processos difíceis, mas não impossíveis.
Digo isso no hoje pois realmente percebi que só cabe a mim o sentir, o estar bem e mal, mesmo que as vezes borbulho em pensamentos e os sentimentos vem rasgando a alma. Tirando a curva do mundo entre o meu querer e a realidade dos fatos, parte de mim a vida e de ninguém mais.
Acredito que tudo que envolva esse 'amor' seja necessário, pois ainda vivo em um, e cresço nisso.
Não desvalorizo o sentir, se apaixonar, namorar, casar, seja lá a sequências desses fatos, pois assim cada um tira suas vivências e conclusões sobre.
Ainda creio que se os dois souberem ser quem se é não haveria tanta supressão de vazios e nem fatores tão ruins, apenas o real gostar da presença e compartilhamento das mesmas visões, mesmo envolvendo outras questões que existem, nada é fechado.
No hoje me foco a mim como dona das minhas virtudes\verdades e enxergo o outro como alguém essencial, mas não como foco ao meu sentir.
E para encerrar o tema um trecho da musica Grafite Diamante do mestre Lenine do CD Chão, com composição dele e do Marco Polo, que explica tudo isso muito bem.

Não serei seu
você não será minha?
Serei sempre só
você sempre sozinha?
Ou de outro modo
muda-se a crença
A gente se junta
e dança na diferença

Sem mais.
É isso por hoje
Bye Bye

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