quinta-feira, 23 de junho de 2016

Atropelaram meus sonhos. Alguém anotou a placa da realidade?

Frase de Título: Eu me chamo Antônio
Escrito sobre meu atual sentir.

Ultimamente está muito presente a minha vulnerabilidade nas emoções, horas estou bem, horas estou mal, quase sempre melancólica entre os minutos, ondas não tão fortes tombam o barco.
Venho pensando sobre o que desencadeou essa maré de tristezas em mim, e creio que vários fatores com o passar da vida foram ganhando influências nisso.
Desde que me conheço sempre fui muito sonhadora, pensava em viagens em outras dimensões, conversas e ocasiões, sorrisos e dores, criava cenários em mim, fui feita das minhas ilusões passageiras.
A quebra delas acontecem constantemente ao se viver e ter interferências de outras pessoas (outros universos) e ocasiões inesperadas, e isso de fato não me afetava tanto. Existir por mim assim era meu conforto em estar viva, era meu estar bem a vida, pois independentemente das intervenções externas, em mim existia algo que ninguém quebraria, que ninguém tiraria.


Hoje, me recupero aos poucos do ruir de algo que me fez nos últimos anos. Nesses anos cresci e mudei, é inevitável não, mas esse sentir existia ali na mais doce e tocante sensação, e por ser assim tão sentido que fiz questão de prolongar e fazer nascer entre todas as entre linhas que podia.
Quando por cansaço quis sair disso, ao enxerga-lo por outro lado, foi como se me tivessem quebrado ao meio. A culpa não foi de ninguém, e nem minha, a vida apenas mostra o que se é.
Esse olhar a situação longe do meu 'criar' é bem doído, não gosto de me fechar a vertente de "Amanda é assim pelo seu signo de Peixes" mas de fato a crueza que é dada ao real me afeta. Deve ser por isso que hoje dou tanta prioridade para.
Depois que me fiz nesse processo de enxergar o real, pergunto-me a quem cabe essa realidade. Se tudo o que vemos não é a verdade que necessariamente cabe ao outro, é apenas nossa a verdade. Os influenciados que sigam no senso comum.
Partindo disso então estava certa a me prender a um amor tão sentido que mesmo que criado e iludido aos olhos alheios era a minha realidade?
Me faz pensar o que é real e o que não é.

Sei que no hoje isso não é mais o que sou.
O que é, é a quebra desse gostar. Algo que tento me levantar por além de ter envolvido o outro me fez.
Esse despertar do desencanto fez as outras ilusões que me faziam também silenciarem e sumirem, e sem elas me pergunto: quem sou no hoje?
A única coisa que nesse agora acalma-me é poder enxergar isso.
E volto de novo a mim, pra ver se enxergo qual ponto devo partir para ser melhor que essa dor da desilusão.

Identifico-me com esse pequeno trecho da Cecília Meireles que dá fim a esse post.

"Eu mesma deixei de entender a minha substância;
tenho apenas o sentimento dos mistérios que em mim se equilibram."
Cecília Meireles

(o texto inteiro me faz, leiam AQUI!)

E é isso por hoje.
Bye Bye

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