segunda-feira, 20 de junho de 2016

Da opacidade ao conhecido o brilho ao novo.

Meu sentir sobre.

Acontece algo em ser Amanda que ainda não sei dizer se é bom ou ruim.
Todo começo de relação que tenho, até sentir conforto com a pessoa, por mais que presente na medida do meu possível, tento ser cautelosa ao me entregar.
Essa não entrega por completo ao primeiro instante faz com que a futura relação dê longos passos a uma mais próxima, com conversas diárias. (Hoje em dia o jeito de conhecer o outro é pela internet,não há mais como fugir).
Mas com isso me apego. É fácil eu me apegar a quem me traz risadas e conforto, pelo fato de como já citado ter poucos conhecidos que me identifico, e quando encontro alguém com essa característica a pessoa começa a fazer parte do meu existir. E de acordo com o que disse a minha irmã hoje, crio empatia pelas pessoas (não percebia que tinha essa qualidade).
Só que além de nós, existe uma sociedade, uma vida incerta que constantemente tem a interferência de outro. Assim é fácil fazer com que as coisas desandem ou se façam em atritos.
E isso é sentido de modo ruim em mim, já que sinto que ao ir agregando alguém ao meu pequeno círculo de amigos o que menos espero é seu estranhamento repentino.
É como se os pontos finais não fossem realmente dados para se seguir em frente, ou o comodismo em confiar no tempo da cura conforma.

Pensando sobre isso me veio a cabeça um trecho do Rubem Alves, que creio que canaliza de modo bem preciso o que sinto por certos aconteceres e conheceres.

"Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale mais a pena ver uma coisa sempre pela primeira vez do que conhece-la.
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez.
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar".
Rubem Alves - Concerto Para Corpo e Alma

É ainda dificil pra mim trabalhar a quebra do encanto do 'conhecer-te pela primeira vez'.
Creio que ainda tenho uma certa resistência ao seguir da vida quando se trata de algo que me favorece.
O conhecer por outros meios é de total valor, e há alguns que até cultuam mais, mas a excitação de novo nunca mais virá.

De qualquer forma é vida que segue.


E é isso por hoje.
Bye Bye

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