segunda-feira, 27 de junho de 2016

Feliz ano novo!

Meu existir sobre.

Acredito que existam dois tipos de tempo.
Aquele que se conta a partir das horas, minutos e segundos, que é conhecido cronologicamente como o que nos afasta ou aproxima do momento desejado, que dá fim ou início a certos momentos.
E outro que faz as vivências prolongarem ao tempo que existirem, ou faz a mesma não ter relevância alguma e passar despercebida.
Tempo contado pra mim não se faz como um fardo, ele existe na falsa certeza de que se conseguirmos controlá-lo ao contarmos controlaremos também a vida que nos cerca.
Como essa questão de tempo ainda não me pesa muito, a única coisa que sinto é que mesmo ao correr da vida ela segue bem seu caminho.


Final de ano existe como um ciclo que se fecha e dá abertura a outro que virá, pelo menos no tempo cronológico é assim. É muito comum nessas comemorações eu estar meio deprimida ou pensativa demais (se não grogue pelo vinho), pois acho desconfortante a ideia de que algo precisará vir do tempo para que minhas atitudes ruins se transformem em atitudes que me favoreçam e melhore, quando no fim a gente continua sendo o mesmo, pois sabemos que não é necessariamente uma passagem de noite a dia que mudará quem se é.
Acredito que o processo faz o novo vir.
E o mesmo não se desencadeia necessariamente a uma passagem de ano, só se for pela ilusão que essa comemoração traz. A transformação de noite a dia existe todos os dias, desde de que o universo é universo.
Mudanças rápidas servem parar desencadear as novidades que virão.

Por se tratar de um fechamento de um ciclo a início de outro, meu ano novo começa aqui.
Ou melhor dizendo a Amanda nova.
Esse começo de ano (contado cronologicamente) se formou em tantos acontecimentos que mesmo estando em constantes transformações serviu para fechar* algo e dar abertura ao nascer de outro.
Então na contagem do fim do ano passado a começo desse, farei a retrospectiva 2015\2016.
E pra não ficar cansativo apontarei momentos que desencadearam nesse Ano novo Amanda.

- Término do primeiro relacionamento sério. Início a primeira desestruturação sobre o que é o outro, o gostar, o superestimado amor curador das angustias, o relevante 'você é única' (hoje aceito um 'você é rara no mundo).

- Aceitação do que gostava mas nascia em mim como crítica por achar que aquilo sairia do meu tão firme 'EU'. (achava que ter opiniões e firmar nelas era bom, não me via na flexibilidade e abrangência dos aconteceres)

- Fim de uma paixonite de 3 anos. 
Essa vocês ainda leem sobre o processo. Se não a mais importante pois me mostrou vários caminhos, vários pensares, várias amandas, várias abrangências, vários vários.

- Conheci novas pessoas que agregaram, tanto de modo benigno como não. Interessantes, queridas ou não tão verdadeiras assim, pois bem.

- Li mais livros. Assisti muitas palestras do Leandro Karnal que aguçou a minha vontade de abranger a vida que encaro, e com influências da minha irmã, conheci o incrível Rubem Alves, que levou a Cecília Meireles, a Simone de Beauvoir e a linhas, palavras novas, pensares, autores e assim segue.

Por enquanto foi\está sendo isso.
É meio ingênuo achar que a partir daqui as mudanças virão, mas creio que estar em meio a vida faz as mesmas virem.
Tento guiar a vida sem essa expectativa do amanhã, o que faz a vida é o caminho percorrido nela, o fim do mesmo se resulta a nossa morte.
Não é me tornar um pessimista no "nada virá", e nem uma sonhadora no "sou capaz de tudo que planejei", mas sim saber que tudo pode vir, bom ou ruim. E fazer o que está no meu alcance fazer, tanto no se arriscar (que prefiro dadas as circunstancias) ou no preferir não ir.
E ter a consciência que até esse pensar pode mudar.

Digo então Feliz Amanda Nova.
Que a cada dia é esse novo se não houver a memória do ontem.

E é isso por agora.
Bye Bye
(fechar* - Fim de ciclo mesmo, só no momento da minha morte. Assim darei voz e serei tudo o que me firmarem como)

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