terça-feira, 7 de junho de 2016

Qual preço estamos dispostos a pagar pela consciência de nos tornar quem somos?

Frase de título: Leandro Karnal
Baseado em minhas vivências


Desde quando me conheço como ser pensante, vivo e presente fui\sou espontânea. E mesmo sem muito me questionar sobre ia contra ao que não me cabia ser.
Eu não me fazia muito ao pensar em como agradar aos outros, agradava quem queria e na maioria das vezes era sincera a quem devia, na minha medida eu me era.
E como tudo que se é, claro que isso me trazia mais ruins do que boas consequências externas por pessoas não tão presentes\importantes.
Na infância fui tantas vezes repreendidas e podada pelas menas que não consigo\quero numerar aqui, apesar de que na minha consciência elas existiram, mesmo que não mais presentes no hoje.
Ouve uma época da minha adolescência (fase difícil) que metaforicamente falando, me tornei cinza.
Posso dizer assim para o tanto que, voltada ao meio que estava, bem mais que os outros, reprimia-me em ser Amanda.
E ainda assim para os mais chegados, era (até hoje) considerada a mais 'doidinha', e das piores das ocasiões a 'que não falava nada com nada'.
O ser considerada 'viajada' é pelo fato de que fugia dos pensares massificados, e muitas vezes saía (saio) desse 'lógico', dessa 'reta', desse 'fazer pois é isso que se tem de fazer'. E creio que isso que me tornava diferente, única, ainda mais em uma fase em que só se pensava em quanto cresceu seu little breast, o quanto aquele seu primeiro amor te notava, se beijava bem, coisas dessa linhagem.
Hoje é engraçado ver que não percebia a admiração deles por mim e ao se sentirem incomodados com a menina cinza que ainda chama a atenção me alfinetavam. E essas atitudes aim além de serem explicitas, eram sentidas. Afirmo isso pois não saiam de perto de mim, a não ser que colocasse um 'Chega, adeus' na situação.




Nessa fase eu era bem sad não via que cada vez mais ia me podando, pois assim como todos queria a aceitação do meio em que estava inserida.
Era aquela frase do Leandro Karnal.
"Prefiro me sentir protegido pela crítica, ao largado pela indiferença"

A vida foi seguindo e começou a existir grandes encontros doídos em ser Amanda de novo. Não com sua imaturidade da infância, mas com pinceladas da sua essência.
Enxerguei que havia aceitações em ser eu, e além do outro, com o tempo passou a partir de mim a mesma.
Já olhando com outros olhos, fui começando a 'gostar' até quando me apontavam como doida. Gostava de ser pois sabia que não era, e posso dizer que nesse afirmar reside partes da minha espontaneidade.
Seguindo a linhagem Leandro Karnal (que está bem presente aqui) segui:
"Tente descobrir vagamente quem se é e então você não será feliz, mas sua consciência vai pelo menos fazer com que você não seja falso, vazio ou comum."

Reforçando, ir ao doído encontro de si não traz a certeza de felicidade, apenas tira o peso em tentar ser outro.

É nessa que procuro seguir.
Não vou de encontro a ser quem sou pelo fato de só querer enxergar a mim, e só valorizar as minhas vontades, não.
Vou no sentido de não fingir ser mais nada que não me cabe ser.
Pela consciência, as vezes doída e culpada, mas melhor do que a sensação de estagnação e arrependimento por não fazer, de ter feito o que quis, falado o que cabia naquela hora falar.
Claro, que lindos argumentos e pensares muitos vezes são falhos na ação do inesperado.

Um passo que uso pra ir me conhecendo é deixar meu íntimo sentir, doer, sorrir, chorar, gozar, gritar, principalmente as coisas ruins, é deixar ele ter voz. É ir além de tentar estar alegrinho, é aprender a caminhar na dor.
Desvalorizo meu EU no sentido de ser merecedor de todos os méritos e alegrias. Mas não me desvalorizo, só esse ser vaidoso que teimo em ser.
Apesar de não querer ser 100% guiada por essa razão, ouço a voz da intuição, Ouço minhas vontades sem esquecer que também depende da situação em que estou inserida para realização da mesma, acredito na curva do universo e na fórmula do acaso.

No hoje não penso muito sobre na hora da ação, se não é alguma situação que exija de mim ser algo, apenas sou e existo.
Ainda sou apontada de doida, se relacionado a ser elétrica, falante e espontânea, sou mesmo. Das vezes nem tento questionar se mal conheço a pessoa que apontou, se ela acredita nessa verdade segue.
Também sou timidez, tristezas, desgostos e raivas.
Ou seja humano, tenho vida e como tudo que a tem, é ser inesperado, e incerto.

Pra terminar esse pequeno post, mais uma do titio Karnal, que sigo também.
'Ser louco é única possibilidade de ser sadio nesse mundo doente'.

Terminamos aqui.
E é nóis!
Bye Bye

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