segunda-feira, 25 de julho de 2016

O embebedar-se

Fato acontecido nesse sábado 23/07/16

Foi impressionante como fiquei bêbada rápido com vinhos tão desprovidos de álcool e não tão gostosos a alguém acostumado a beber.
É engraçado esse estar grogue, o corpo ganha outra proporção, outro peso, outro existir.
A justificativa para deve vir do não ser acostumada a beber, e vem a vaga memória de que só uma vez fiquei assim (ou quase), nunca entro nesse transe desnecessário.
Aproveitei pois estava em casa (caseiros sendo caseiros), e posso afirmar que o segundo porre que tive foi com minha mãe. Seria essa um cena da série Gilmore Girls? Menos mal não?


E a sensação se prolongava.
O mais intrigante é o passar da mesma, ou o estar passando. Nesse momento um peso desproporcional ao normal e totalmente ao contrário do leve sentido, nasce em mim.
Ganha uma proporção tão grande que começo a chorar (já descobrimos que tipo de bêbado sou, aquele que passa da água ao vinho ao estar extremamente feliz e exageradamente mal).
Costumo dizer que sinto demais, e esse ato as emoções explodem como furúnculo sendo espremido pelo médico (que bela associação). É como se tudo viesse a tona dizendo "Olha filha, cadê a alegria? A vida é isso aqui", sendo que é só o sentir causado pelo calor do momento.
Li em algum lugar (talvez não tão confiável) que meu signo todo citado como sonhador tem propícios a vícios, dizem que o chamado "real" não nos agrada muito e que nos faz melhor o desvincular do mesmo.
Não gosto de partir apenas dessa vertente ao citar os piscianos, e melhor ao me compreender, mas creio que de certa forma essa teoria cabe, não apenas a mim.
Como diz o filósofo Oswaldo Giacóia:
'Nós precisamos passar a maior parte do tempo sobre o efeito entorpecente de narcóticos que aliviem em nós a possibilidade de confrontar a dimensão do nosso vazio".
(acho que não só os narcóticos cabem aqui, mas tudo o que nos afasta de nós mesmos)

O que não me faz ceder a bebida para conseguir lidar com o mundo que me cerca, mas ao estar bêbada os pensamentos cessam-se um pouquinho.
E prefiro lidar com a consciência falando e tentando achar porquês do que sentir esse tapa forte da mesma em tamanho maior no depois.
É um ato que me pergunto se é bom ou ruim.
Minha consciência não chega a desaparecer, tenho a memória boa ao que quero. Perder o estar de porre,como é dificil de acontecer, seria nada histórico ao contar pros meus netos (caso venha os conhecer).
E o corpo quer desmaiar, como se habitasse em um sonho.
A consciência existe mas as barreiras das razões não.
É como sentir a vida longe dos padrões que me faz criar uma moral, um certo e um errado. Agradeço estar em casa para.
Não evitou consequências no banheiro mais tarde, mas as fizeram menores. Falar com TV não é tão  mal assim haha.
Chega a ser bem engraçado.
Segui na ressaca que não ganhou do choro vivido.
Uma água please?


(Quase tudo nesse hoje se resulta a textos)
E é isso.
Bye Bye

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