segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O enigma do que foi encantado.

(ingênuo e em vão?)

A pessoa que encantei dava sentido a existência da real.
E a pessoa real dava corpo a encantada.
Uma seguia a outra em opostas situações que se ligavam ao confundir-me.
Buscava em seus traços qualquer resposta que mostrasse a razão do seu excitante, tardio e intrigante vir. E ao meu penoso, eufórico e complexo ir.
E buscava sentido em vão, dentre os espaços, pequenos e escondidos.
Na esperança de que essa ação traria um pouco mais de leveza na minha esperançosa espera.
Fazendo assim, de algum modo, eu residir em você.
Me cansava e partia pra vida que aqui era dada, que corrida e mecânica cansava-me e precisava dos meus devaneios como sossego, e beleza, e do:
Devido lugar
Onde o bem da existência
É ser eternidade
E parecer ausência. (Cecília Meireles)

Era meu gostar. O cuidava.
E deixava fluir sem privações, até ir desfocando-se e perdendo-se.
E guardava as lembranças que ficavam em mim com ternura, pois era o que dava voz ao sentir.
As acolhia com prazer, sabendo que esse espaço era só seu.
Nascendo de poemas, felicidades efêmeras, dores, intrigas e outras entregas.
Justamente de qualquer ausência suposta nascia um dos maiores motivos para sua prolongação.
O acolho ao que não existe...
(escrito por mim em 01/09/16)

(créditos a imagem que achei avulsa na net)


E é isso por hoje camaradinhas!
Tudo se vai.
Bye Bye
xoxo

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