sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Falha desistência do amor

"Em que plano te procuro?
No túmulo, no vento, na ausência, no não mais estar?
Não há moradia nem espaços. Foi-se jogado ao vento onde sempre morou.
E ninguém mais o lembrou,
e não mais achamos seus rastros,
foram todos apagados.
E sinto apenas que não devo sentir,
pois assim não mais encontro a fonte do sentimento amado.
Nem raivas, nem tristezas,
apenas um consentir sem a aceitação plena do consentimento,
mas presente demais em minha consciência.
Tornou-se então um plano sem volúpia.
Quando a voz por si só cansada esgotou-se de tentar alcançar.
De desejar súplicas a quem surdo, nunca ouvira.
E estar assim na consciência da solidão.
Que a vida fora passada,
e tudo fora junto com ela,
em vão..."
(Amanda Marques 09\02\17)

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